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Confiança do consumidor cai ao menor nível desde 2022 com juros e dívidas pesando

Confiança do consumidor cai 3,6 pontos em agosto e atinge 84,7, menor nível desde 2022. Juros, dívidas e inadimplência pressionam famílias.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em
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Confiança do consumidor cai 3,6 pontos em agosto e atinge 84,7, menor nível desde 2022. Juros, dívidas e inadimplência pressionam famílias.

Índice da FGV recuou pelo quarto mês seguido e caiu para 84,7 pontos em agosto; piora das expectativas aumenta o sinal de desaceleração do consumo no segundo semestre.

A confiança do consumidor brasileiro caiu novamente em agosto e atingiu o menor nível desde novembro de 2022, segundo dados da Fundação Getulio Vargas divulgados nesta terça-feira, 25 de agosto de 2026.

O Índice de Confiança do Consumidor, o ICC, recuou 3,6 pontos, passando para 84,7 pontos. Foi a quarta queda mensal consecutiva.

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O dado reforça outro sinal já observado na economia. O Analistas mostrou nesta semana que o mercado reduziu a previsão de crescimento do PIB de 2026 para 1,95%, enquanto a inflação continua acima da meta. A matéria consta no sitemap atual do site.

Consumidor está mais pessimista com o futuro

A piora foi mais forte nas expectativas.

O Índice de Expectativas caiu 5,4 pontos, para 86,1, menor nível desde julho de 2022.

Já o Índice de Situação Atual recuou 0,6 ponto, para 83,8 pontos.

Segundo a economista Anna Carolina Gouveia, da FGV, a queda ocorreu de maneira disseminada entre as diferentes faixas de renda.

A combinação de endividamento, inadimplência e juros elevados aparece entre os principais fatores pressionando o humor das famílias.

Compra de bens duráveis despenca

Um dos números mais relevantes veio das intenções de compra.

O indicador de compras previstas de bens duráveis caiu 10 pontos, para 74,7 pontos, menor patamar desde julho de 2022.

Esse tipo de indicador é importante para setores como:

  • eletrodomésticos;
  • móveis;
  • eletrônicos;
  • automóveis;
  • varejo de maior valor.

Compras desse tipo normalmente dependem mais de crédito e parcelamento e, portanto, sentem com maior intensidade o efeito dos juros elevados.

O Analistas já mostrou que os juros cobrados das famílias chegaram à casa de 64% ao ano. A página também está no sitemap.

Dívidas continuam pressionando as famílias

O resultado da FGV vem apenas um dia depois de o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, chamar atenção para o endividamento.

Como mostramos no Analistas, 52,8 milhões de brasileiros carregam dívidas no cartão e o Banco Central prepara medidas para enfrentar riscos do crédito.

Os dois fatos se conectam.

Uma parcela maior da renda comprometida com juros e parcelas deixa menos dinheiro disponível para novas compras.

FGV vê risco de consumo mais fraco

A avaliação da FGV é que a sequência de quatro quedas na confiança pode indicar uma desaceleração do consumo das famílias no segundo semestre, mesmo com um mercado de trabalho ainda resistente.

Esse cenário já aparece também nos indicadores de atividade.

A prévia do PIB avançou apenas 0,2% no segundo trimestre, outro sinal de perda de ritmo da economia brasileira.

Com a Selic em 14% ao ano, endividamento elevado e confiança em queda, o comportamento do consumo passa a ser um dos principais pontos para acompanhar nos próximos meses.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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