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ETFs de Bitcoin têm saída de US$ 201,9 milhões após nove pregões de entradas

ETFs de Bitcoin nos EUA registram saída de US$ 201,9 milhões, enquanto fundos de Ethereum recebem US$ 102,2 milhões.

Ativos citados
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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em
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Bitcoin e Ethereum com setas opostas em colagem minimalista sobre fluxos de ETFs
Imagem criada com inteligência artificial para o portal Analistas.com.br.

Os fundos de índice de Bitcoin à vista negociados nos Estados Unidos registraram saída líquida de US$ 201,9 milhões na sexta-feira (28), segundo os dados consolidados divulgados neste sábado. O resultado encerrou uma sequência de nove pregões consecutivos de entradas.

O movimento ocorreu no mesmo dia em que o Bitcoin aprofundou a correção e voltou à região de US$ 77,5 mil. A queda do Bitcoin após o discurso mais duro do Federal Reserve já havia elevado a cautela com ativos sensíveis aos juros e à liquidez global.

Apesar da retirada em uma única sessão, os nove pregões anteriores acumularam aproximadamente US$ 3,04 bilhões em entradas líquidas. Portanto, o dado de sexta interrompe a sequência positiva, mas não elimina o volume captado desde 17 de agosto.

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Quais fundos concentraram as saídas

Entre os produtos americanos de Bitcoin, as principais retiradas da sessão ficaram concentradas em quatro fundos. Um único veículo respondeu por mais da metade do saldo negativo do dia.

  • ARKB: saída líquida de US$ 114,9 milhões.
  • BITB: saída líquida de US$ 49,7 milhões.
  • IBIT: saída líquida de US$ 33,4 milhões.
  • HODL: saída líquida de US$ 13,2 milhões.

Outro fundo do conjunto recebeu US$ 9,3 milhões, reduzindo parcialmente o saldo negativo. Os demais produtos ficaram sem movimentação líquida relevante na leitura consolidada.

ETFs de Ethereum seguem no sentido contrário

Os fundos de Ethereum à vista apresentaram comportamento diferente e receberam US$ 102,2 milhões líquidos na mesma sessão. Foi o décimo pregão consecutivo de entradas nesses produtos.

Ao longo dessa sequência, iniciada em 17 de agosto, os ETFs de Ethereum acumularam aproximadamente US$ 1,52 bilhão em captação. O contraste mostra que o fluxo institucional não se moveu de maneira uniforme entre os dois maiores criptoativos.

No Brasil, o ETHE11 acumulou alta de 35,3% em agosto, mas ETFs negociados na B3 também refletem câmbio, liquidez local, taxas e diferenças de horário. Por isso, o desempenho de um fundo brasileiro não precisa reproduzir exatamente o ativo ou os ETFs americanos.

Saída de ETF significa venda direta de Bitcoin?

O fluxo líquido mede a diferença entre criação e resgate de cotas. Ele ajuda a acompanhar a demanda por fundos, mas não deve ser interpretado isoladamente como previsão do preço do Bitcoin.

O mercado à vista, contratos futuros, opções, liquidações de posições alavancadas e a oferta disponível nas corretoras também influenciam as cotações. Além disso, os dados de fluxo costumam ser consolidados depois do encerramento da sessão americana.

Juros globais continuam no centro da correção

A reversão ocorreu depois que o presidente do Federal Reserve reforçou a preocupação com a inflação dos Estados Unidos. A perspectiva de juros elevados por mais tempo tende a reduzir a disposição para ativos de maior volatilidade.

Esse cenário também apareceu no fechamento brasileiro. O Ibovespa completou a oitava alta, mas dólar e juros avançaram após a mudança de tom do banco central americano.

O resumo da semana reúne a movimentação de Bitcoin, ETFs e demais mercados. Os números descritos nesta reportagem são dados observados e não constituem indicação de compra, venda ou manutenção de criptoativos.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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