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Fechamento: Ibovespa vira com Petrobras e completa oitava alta seguida

Ibovespa subiu 0,30%, aos 175.664 pontos, na oitava alta consecutiva. Dólar foi a R$ 5,19 e juros avançaram após discurso do Fed.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em
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Colagem editorial com mercado brasileiro, petróleo, dólar e gráfico de alta no fechamento
Imagem criada com inteligência artificial para o portal Analistas.com.br.

O Ibovespa virou para o campo positivo na reta final desta sexta-feira e fechou em alta de 0,30%, aos 175.664,62 pontos. Foi o oitavo avanço diário consecutivo do principal índice da B3. A recuperação ocorreu apesar do ambiente externo mais cauteloso, com juros globais em alta depois de declarações firmes do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh.

O dólar comercial avançou 0,67% e terminou a R$ 5,1965. Os contratos de juros futuros também subiram ao longo da curva, refletindo a combinação entre fortalecimento da moeda americana e a leitura de que o Fed pode manter uma postura mais restritiva diante da inflação.

Petrobras sustenta a virada do índice

PETR3 e PETR4 subiram cerca de 2% e estiveram entre as ações mais negociadas do dia. O movimento ganhou força após o Bradesco BBI elevar a recomendação para a Petrobras e manter preço-alvo de R$ 53 para os papéis preferenciais no fim de 2027.

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Braskem liderou as altas do Ibovespa, com BRKM5 avançando 3,08%. B3SA3 ganhou 1,97% e SANB11 subiu 1,83%. Na ponta negativa, UNIP6 caiu 6,18%. Os movimentos individuais mostram que a alta do índice foi concentrada e não eliminou a cautela provocada pelo cenário internacional.

Caged abaixo do esperado mexe com os juros

No Brasil, o Caged mostrou abertura de 58.568 vagas formais em julho, muito abaixo da expectativa de 112 mil. O dado foi o pior para o mês desde o início do Novo Caged e chegou a aliviar os vencimentos curtos dos juros, por reforçar sinais de moderação econômica.

A leitura completa está na reportagem sobre o Caged de julho e a queda de 56,3% na criação de empregos em um ano. O indicador permaneceu positivo, mas perdeu força em relação a junho e ao mesmo período de 2025.

Fed pressiona Wall Street e o Bitcoin

Warsh reafirmou o compromisso com a meta de inflação de 2% e adotou um tom interpretado como mais duro pelo mercado. As bolsas americanas perderam força no fim da sessão, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro subiram. O ouro também recuou.

No mercado de criptoativos, o Bitcoin aprofundou a queda para perto de US$ 77,5 mil após o discurso do Fed, recuo superior a 3% no dia. A reação mostrou novamente a sensibilidade dos ativos digitais às expectativas sobre juros e liquidez global.

IFIX fecha em alta

O IFIX terminou aos 3.740,72 pontos, alta de 0,60%. O índice de fundos imobiliários oscilou entre 3.715,89 e 3.741,46 pontos antes de fechar próximo da máxima. O avanço ocorreu em uma semana movimentada por proventos, relatórios gerenciais e operações de portfólio.

No balanço diário, a B3 conseguiu preservar a sequência positiva mesmo com dólar e juros em alta. A concentração do ganho em Petrobras e outros papéis de peso recomenda cautela na leitura: o fechamento positivo não significa que todos os setores avançaram. Esta matéria é informativa e não recomenda ativos.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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