O Ibovespa encerrou esta quinta-feira, 10 de setembro, em alta de 1,42%, aos 188.268,60 pontos. O dólar terminou praticamente estável, perto de R$ 5,11, em um pregão marcado pela recuperação dos bancos e pelo avanço da Petrobras com o petróleo.
O índice oscilou entre 184.601,20 e 188.538,84 pontos. Depois de começar o dia sob pressão do exterior, a Bolsa brasileira mudou de direção e recuperou a perda de 0,93% registrada na sessão anterior.
Bancos lideraram a recuperação
Bradesco PN avançou 3,88%, Banco do Brasil ganhou 2,80% e Itaú Unibanco PN subiu 1,83%. O movimento ajudou o índice porque o setor financeiro tem peso relevante na carteira do Ibovespa.
A alta não foi uniforme. Vale caiu 1,10% e limitou parte do avanço. A diferença entre bancos, petróleo e mineração mostra por que a variação do índice não representa o desempenho de todas as ações.
Petrobras subiu com Brent acima de US$ 107
Petrobras PN avançou 1,45% enquanto o Brent fechou a US$ 107,63 por barril, alta de 6,3%. O petróleo ganhou força com as restrições ao fluxo internacional e a escalada do conflito envolvendo o Irã.
A commodity mais cara pode favorecer a receita das produtoras, mas também eleva custos, inflação e risco de juros globais mais altos. A matéria sobre o petróleo acima de US$ 107 detalha esses canais.
Dólar ficou estável apesar do exterior
A moeda americana terminou na região de R$ 5,1058, variação próxima de zero. Durante o dia, oscilou entre aproximadamente R$ 5,08 e R$ 5,15. Fluxo local e valorização de empresas ligadas a commodities compensaram parte da aversão ao risco internacional.
Inflação e juros dominaram o cenário global
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor avançou 0,4% em agosto e 5,4% em 12 meses. O dado elevou a cautela antes da decisão do Federal Reserve. O Analistas explicou como a inflação ao produtor americana afeta o Brasil.
Na Europa, o BCE elevou os juros para 2,5% diante do aumento das pressões inflacionárias ligadas à energia. Bolsas americanas recuaram e os rendimentos dos títulos públicos subiram.
O que fica para sexta-feira
O mercado acompanhará a inflação ao consumidor dos Estados Unidos, o comportamento do petróleo e os desdobramentos políticos no Brasil. O CPI americano será uma das últimas referências relevantes antes da reunião do Fed nos dias 15 e 16 de setembro.
Os preços e percentuais correspondem ao snapshot consolidado do fechamento e podem receber ajustes residuais dos provedores. Esta reportagem tem caráter jornalístico e não constitui recomendação de investimento.