O Ibovespa fechou segunda-feira, 21 de setembro de 2026, em alta de 0,74%, aos 186.595,60 pontos. O dólar à vista caiu 0,70% e terminou o dia vendido a R$ 5,1084. As bolsas internacionais em alta e o petróleo mais barato ajudaram o mercado brasileiro, embora Vale e Petrobras tenham recuado.
Na máxima do pregão, o índice chegou a 187.434,25 pontos. A alta reverteu a direção da semana anterior, quando o Ibovespa caiu 1,06%.
Bancos sustentam a alta; petroleiras recuam
BTG Pactual, Itaú, Santander e Bradesco avançaram, enquanto o Banco do Brasil encerrou em queda. Hapvida, C&A e CSN apareceram entre as maiores altas do índice. O desempenho positivo dos bancos compensou parte da pressão exercida por empresas ligadas a commodities.
Petrobras e Prio recuaram em um dia de forte queda do petróleo; Vale também fechou no vermelho. O movimento das ações da Petrobras não deve ser confundido com a decisão da empresa sobre a nova subvenção ao diesel, anunciada separadamente.
Petróleo cai e dólar termina perto de R$ 5,10
O contrato do Brent para novembro terminou a US$ 100,34 por barril, queda de 3,40%. O WTI para outubro fechou a US$ 95,78, recuo de 4,51%. Operadores observaram a possibilidade de avanços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã, além de sinais de recuperação parcial dos embarques de petróleo da Arábia Saudita. Não havia acordo concluído.
No câmbio, o dólar à vista fechou a R$ 5,1084, em baixa de 0,70%. O ambiente externo favorável a ativos de risco e o cenário eleitoral brasileiro dividiram a atenção dos investidores.
O que observar agora
O Boletim Focus de 21 de setembro trouxe mediana de 13,50% para a Selic no fim de 2026 e de 4,92% para o IPCA. São expectativas dos participantes da pesquisa, não decisões do Banco Central. A ata do Copom e o IPCA-15 estão entre os próximos eventos da agenda econômica desta semana.
Este texto é jornalístico e informativo e não constitui recomendação de investimento.