O STF tem atualmente dez ministros em exercício e uma cadeira vaga. Na composição atual do Supremo Tribunal Federal, quatro integrantes foram indicados por Luiz Inácio Lula da Silva, dois por Dilma Rousseff, dois por Jair Bolsonaro, um por Fernando Henrique Cardoso e um por Michel Temer.
A lista abaixo mostra quem indicou cada ministro, a data da posse, o antecessor na cadeira e o resultado da votação no Senado. A indicação presidencial é apenas a primeira etapa: o nome precisa passar por sabatina e receber ao menos 41 votos favoráveis no plenário do Senado antes da nomeação.
Quem indicou cada ministro do STF
| Ministro | Indicado por | Posse | Substituiu | Votação no Senado |
|---|---|---|---|---|
| Gilmar Mendes | Fernando Henrique Cardoso | 20/06/2002 | Néri da Silveira | 58 a 15 |
| Cármen Lúcia | Luiz Inácio Lula da Silva | 21/06/2006 | Nelson Jobim | 55 a 1 |
| Dias Toffoli | Luiz Inácio Lula da Silva | 23/10/2009 | Menezes Direito | 58 a 9, com 3 abstenções |
| Luiz Fux | Dilma Rousseff | 03/03/2011 | Eros Grau | 68 a 2 |
| Edson Fachin | Dilma Rousseff | 16/06/2015 | Joaquim Barbosa | 52 a 27 |
| Alexandre de Moraes | Michel Temer | 22/03/2017 | Teori Zavascki | 55 a 13 |
| Nunes Marques | Jair Bolsonaro | 05/11/2020 | Celso de Mello | 57 a 10, com 1 abstenção |
| André Mendonça | Jair Bolsonaro | 16/12/2021 | Marco Aurélio | 47 a 32 |
| Cristiano Zanin | Luiz Inácio Lula da Silva | 03/08/2023 | Ricardo Lewandowski | 58 a 18 |
| Flávio Dino | Luiz Inácio Lula da Silva | 22/02/2024 | Rosa Weber | 47 a 31, com 2 abstenções |
Edson Fachin preside o STF no biênio 2025–2027. Alexandre de Moraes ocupa a vice-presidência, e Gilmar Mendes é o decano, título dado ao integrante com mais tempo de tribunal.
Quantas indicações cada presidente tem na composição atual
| Presidente | Ministros na composição atual | Total |
|---|---|---|
| Luiz Inácio Lula da Silva | Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino | 4 |
| Dilma Rousseff | Luiz Fux e Edson Fachin | 2 |
| Jair Bolsonaro | Nunes Marques e André Mendonça | 2 |
| Fernando Henrique Cardoso | Gilmar Mendes | 1 |
| Michel Temer | Alexandre de Moraes | 1 |
A contagem retrata apenas a composição em exercício em setembro de 2026. Ela não mede o total histórico de nomeações de cada governo, porque vários ministros indicados no passado já deixaram a Corte por aposentadoria, renúncia ou morte.
Por que o STF está com uma vaga
A cadeira aberta é a deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025. O presidente Lula indicou o então advogado-geral da União, Jorge Messias, para o posto, mas o Senado rejeitou o nome em 29 de abril de 2026.
Foram 42 votos contrários e 34 favoráveis. Como a Constituição exige maioria absoluta, eram necessários ao menos 41 votos pela aprovação. Foi a primeira rejeição de um indicado ao STF pelo Senado em 132 anos.
O presidente da República pode encaminhar um novo nome, e não existe prazo legal para fazê-lo. A mesma indicação rejeitada não pode voltar à votação na mesma sessão legislativa. Até que haja nova escolha, aprovação pelo Senado, nomeação e posse, o tribunal permanece com dez integrantes.
Como um ministro do STF é escolhido
O artigo 101 da Constituição determina que o Supremo seja composto por 11 ministros. O candidato precisa ser brasileiro, ter mais de 35 e menos de 70 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada.
| Etapa | O que acontece |
|---|---|
| 1. Indicação | O presidente da República escolhe e envia o nome ao Senado. |
| 2. Sabatina | A Comissão de Constituição e Justiça realiza uma arguição pública e vota o parecer. |
| 3. Plenário | Os senadores votam em escrutínio secreto; são necessários ao menos 41 votos favoráveis. |
| 4. Nomeação e posse | Se aprovado, o indicado é nomeado pelo presidente e toma posse no STF. |
Os ministros não cumprem mandato com prazo fixo. A saída ocorre, em regra, por aposentadoria compulsória aos 75 anos, além das hipóteses de aposentadoria voluntária, renúncia ou morte.
Indicação não significa representação do presidente
Dizer quem indicou um ministro identifica a origem constitucional da nomeação, mas não transforma o integrante do STF em representante do governo que o escolheu. Depois da posse, o magistrado exerce função no Poder Judiciário e conta com garantias institucionais de independência.
Também não é correto presumir automaticamente como um ministro votará apenas pela identidade do presidente que o nomeou. As decisões dependem do processo, da interpretação jurídica e da formação de maiorias no colegiado. Em uma decisão recente envolvendo tributos de seguradoras, por exemplo, o impacto econômico veio do julgamento do plenário, e não da origem política de uma indicação isolada.
O que pode mudar nas regras de escolha
A PEC 17/2026, apresentada no Senado em 2 de setembro, propõe alterar os critérios de indicação. O texto prevê, entre outros pontos, idade entre 60 e 70 anos, exigência de vínculo com a magistratura, lista tríplice e inelegibilidade por cinco anos após a saída do cargo.
Essas regras ainda não estão em vigor. A proposta aguardava despacho na última atualização consultada e precisaria percorrer todo o rito de uma emenda constitucional. Até eventual aprovação e promulgação, continua valendo o procedimento previsto hoje nos artigos 52 e 101 da Constituição.
Por que a composição do STF importa
O Supremo dá a palavra final em questões constitucionais e julga temas com efeitos sobre política, economia, empresas e direitos individuais. A Corte também aparece em investigações de grande repercussão, como no caso Master analisado em decisão do STF. Por isso, cada vaga pode influenciar a formação de maiorias por muitos anos.
A composição deve ser lida com cuidado: o tribunal tem 11 cadeiras previstas, mas a fotografia de setembro de 2026 reúne dez ministros em exercício. Esta página será atualizada quando houver nova indicação, votação, nomeação ou posse.
Como apuramos
A relação de ministros e as datas de posse foram conferidas na composição oficial do STF. As indicações, os antecessores e os resultados das votações foram comparados com o levantamento histórico do Senado. O rito de escolha foi checado no texto atualizado da Constituição. A situação da vaga de Barroso e a rejeição de Jorge Messias foram confirmadas nos registros oficiais do Senado Federal.