Agregados Monetarios
Definição Técnica
Agregados monetários referem-se ao mecanismo de agrupamento de ativos financeiros classificados de acordo com sua liquidez, sendo eles: M1, M2, M3 e M4. O M1 compreende o papel-moeda em circulação e depósitos à vista, essencialmente a base monetária. O M2 consiste no M1 acrescido de depósitos a prazo, como Certificados de Depósito Bancário (CDB) e títulos públicos. O M3 inclui o M2 mais ativos em poupança, enquanto o M4 abrange o M3 e o saldo de títulos públicos sob gestão de bancos e fundos de investimento.
Visão do Analista
Para um analista de investimentos ou gestor, a compreensão dos agregados monetários é fundamental para avaliar a liquidez do mercado financeiro e o potencial impacto das políticas monetárias. Alterações nos valores dos agregados podem sinalizar mudanças na oferta de crédito e na atividade econômica, influenciando assim as avaliações (valuations) de ativos e a tomada de decisões de investimento.
Caso Real
Como observado em ciclos de alta da Selic, um aumento nos agregados monetários, especialmente no M2, pode resultar na elevação da liquidez, nesse contexto potencialmente impulsionando a valorização de ativos de risco. Analisando especificamente o cenário de 2020, o crescimento do M2 refletiu uma expansão da oferta de crédito em face da pandemia, o que permitiu a muitas empresas acessar financimentos e, por consequência, mecanismos que mantiveram a operação e sobrevivência no mercado.