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Mercado Financeiro

Fechamento: Ibovespa sobe a 176 mil pontos e dólar cai a R$ 5,13

Ibovespa sobe a 176.641 pontos e dólar cai a R$ 5,13 com inflação dos EUA mais fraca. Veja o resumo do dia: petróleo, gasolina E32 e balanços.

MU
Por Fundador e Editor-chefe
Publicado em
Resumo do mercado 14/07/2026

A terça-feira (14) foi de alívio nos mercados, com a inflação americana mais fraca que o esperado empurrando o Ibovespa para cima e derrubando o dólar. Mas a tensão no Estreito de Ormuz e o susto do petróleo mantiveram os investidores em alerta. Veja o resumo do que mexeu com o seu bolso hoje.

O dia foi de recuperação para a Bolsa brasileira depois das perdas da véspera. O Ibovespa fechou em alta de 0,51%, aos 176.641 pontos, com giro financeiro de R$ 21,86 bilhões. No ano, o índice já acumula ganho de 9,63%. O dólar à vista foi na direção contrária e recuou para a faixa de R$ 5,13, no menor patamar em quase um mês, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana lá fora.

O grande motor do humor positivo veio dos Estados Unidos, mas o noticiário do dia foi movimentado em várias frentes. Reunimos abaixo os destaques que realmente importaram.

Inflação nos EUA surpreende e afasta o medo de mais juros

O gatilho do otimismo foi o CPI, o índice de inflação ao consumidor dos Estados Unidos. Os preços recuaram 0,4% em junho, a primeira deflação mensal desde 2020, levando a taxa anual para 3,5%. O mercado esperava um número bem mais salgado. Com a inflação mais comportada, caiu a aposta de que o Federal Reserve, o banco central americano, volte a subir os juros já neste mês. A probabilidade de alta em julho despencou de 42% para 17% em um único dia.

Menos juros nos Estados Unidos costuma ser boa notícia para países emergentes como o Brasil, porque torna ativos mais arriscados, como as nossas ações e o real, mais atraentes. Foi isso que ajudou a Bolsa a subir e o dólar a cair por aqui. Detalhamos esse movimento na nossa cobertura completa sobre a queda do dólar após a inflação americana.

O petróleo e o Estreito de Ormuz seguem no centro das atenções

Nem tudo foi tranquilidade. O grande foco de tensão continua sendo o Oriente Médio. Depois de o petróleo disparar quase 10% na segunda-feira, na maior alta diária desde 2020, os investidores passaram o dia de olho no Estreito de Ormuz, rota por onde escoa cerca de um quinto de todo o petróleo do mundo. Cada novo capítulo do conflito mexe diretamente com o preço do barril e, por tabela, com as ações da Petrobras.

E o noticiário mudou rápido: horas depois de anunciar um pedágio de 20% sobre as cargas na região, Trump recuou da medida. Contamos toda essa reviravolta e o que ela significa para quem tem PETR4 na matéria sobre a Petrobras acima de R$ 40 e o recuo de Trump em Ormuz.

Gasolina muda de fórmula: chega a E32

No Brasil, a notícia que fala direto com o bolso do motorista veio de Brasília. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento do teor de etanol na gasolina comum, que subiu de 30% para 32%, a chamada gasolina E32. A medida deve deixar o combustível cerca de R$ 0,03 mais barato na bomba e reduzir as importações, mas exige atenção redobrada dos donos de carros antigos, importados e esportivos.

Explicamos em detalhe o que muda para o seu carro e como se proteger na matéria sobre a aprovação da gasolina E32.

Temporada de balanços começa com força em Wall Street

A terça também marcou a largada da temporada de resultados nos Estados Unidos, e os grandes bancos vieram com números turbinados. O JPMorgan, maior banco americano, reportou lucro recorde de US$ 21,2 bilhões no trimestre, impulsionado por um ganho bilionário com sua fatia na Visa e pela retomada das fusões e aquisições. Goldman Sachs, Bank of America, Citigroup e Wells Fargo também superaram as expectativas.

Confira nossa análise completa do balanço recorde do JPMorgan e o que ele sinaliza para o mercado. No Brasil, a temporada de balanços do segundo trimestre também começou nesta terça, com a Romi (ROMI3) abrindo a rodada. Os pesos-pesados vêm mais para o fim do mês: Vale e Bradesco em 30 de julho, Petrobras em 6 de agosto.

Outros destaques que movimentaram o dia

  • Café em alta: o IBGE confirmou que o Brasil caminha para uma safra recorde de café em 2026, tema que detalhamos na matéria sobre a .
  • IA no banco dos réus: a Meta foi processada por supostamente usar inteligência artificial para mirar trabalhadores doentes em suas demissões, caso que contamos em .
  • Engie Brasil na bolsa: a companhia precificou nesta terça sua oferta de ações, operação que pode alcançar cerca de R$ 10,5 bilhões e ajudar a financiar sua participação na usina de Jirau.
  • Cenário eleitoral: pesquisa Futura/Apex mostrou Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno, tema que tende a ganhar peso no mercado ao longo do semestre.

O que fica no radar para amanhã

A semana ainda reserva indicadores importantes. Na quarta-feira (15), o IBGE divulga os dados do setor de serviços, e na sexta sai o IBC-Br, considerado a prévia do PIB brasileiro. Lá fora, o mercado segue de olho na temporada de balanços e, claro, em cada movimento no Oriente Médio. Para acompanhar as cotações da B3, do dólar e das criptomoedas em tempo real, é só ficar de olho no nosso painel de cotações.

MU
Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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