O Ibovespa fechou esta terça-feira (8) em alta de 1,83%, aos 188.538,36 pontos. No câmbio, o dólar comercial terminou a R$ 5,0897, com queda de 0,71%. O primeiro pregão após o feriado de 7 de Setembro teve ganhos em ações de grande peso e valorização do real.
O índice chegou a avançar 2,21% durante a manhã e alcançou 189.238 pontos, mas perdeu parte do impulso à tarde. Ainda assim, encerrou perto das máximas recentes e ampliou a recuperação iniciada na segunda metade de agosto.
Pesquisas eleitorais entraram no preço dos ativos
A Quaest apontou empate em 41% entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno. O BTG/Nexus mostrou 46% para Flávio e 45% para Lula, também em empate dentro da margem de erro.
Parte do mercado associou os resultados à possibilidade de mudança na política econômica em 2027. O movimento ajudou ações domésticas e o real, mas pesquisas são um retrato do momento e não antecipam o resultado da eleição.
Petrobras, Vale e bancos sustentam o Ibovespa
As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiram 2,23%, a R$ 48,16. Os papéis acompanharam o petróleo, que se aproximou de US$ 100 por barril na máxima do dia com o aumento das tensões no Oriente Médio.
A Vale (VALE3) avançou 1,76%, a R$ 80,00, apoiada pela alta do minério de ferro. Itaú Unibanco PN ganhou 1,91% e Bradesco PN subiu 2,46%. O peso dessas empresas contribuiu para manter o índice no campo positivo.
Cemig PN subiu 4,71%, MRV ganhou 4,68%, Localiza avançou 3,97%, EcoRodovias teve alta de 3,54% e PRIO valorizou 3,51%. Na ponta negativa, CVC recuou 5,85%, a R$ 1,77, no mesmo dia em que o mercado avaliou a emissão de até R$ 450 milhões em debêntures.
Por que o dólar caiu para R$ 5,09
A moeda norte-americana recuou desde a abertura. O câmbio refletiu ingresso de recursos no mercado brasileiro, queda dos juros futuros em parte da curva e reprecificação do cenário político.
O diferencial entre os juros brasileiros e norte-americanos continua sendo um suporte para o real. Ao mesmo tempo, petróleo mais caro e uma eventual postura mais dura do Federal Reserve podem elevar a volatilidade.
Focus reduz projeção de inflação
O Boletim Focus mostrou redução da mediana para o IPCA de 2026, de 5,01% para 5,00%. A previsão de crescimento do PIB passou de 1,92% para 1,93%, enquanto a estimativa para a Selic no fim do ano permaneceu em 13,75%.
O que acompanhar no próximo pregão
O mercado seguirá atento ao petróleo, às pesquisas eleitorais e à trajetória dos juros futuros. No exterior, a inflação dos Estados Unidos e as expectativas para a próxima decisão do Federal Reserve podem alterar o apetite por risco.
A alta veio depois de uma semana em que o Ibovespa avançou, enquanto dólar e IFIX também oscilaram. A variação de um pregão não representa tendência garantida nem recomendação de investimento.