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Mercado Financeiro

Resumo do mercado hoje: Ibovespa sobe 1,55%, dólar fecha a R$ 5,14 e petróleo despenca

Ibovespa fecha em alta de 1,55% aos 174.576 pontos e dólar cai a R$ 5,14. Veja petróleo, Vale, Petrobras e destaques da Bolsa em 25/08.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em
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Resumo do mercado hoje: Ibovespa sobe 1,55% e dólar fecha a R$ 5,14

Bolsa brasileira encerrou esta terça-feira, 25 de agosto de 2026, na quinta alta consecutiva. Vale e bancos puxaram o Ibovespa, enquanto Petrobras caiu acompanhando a forte baixa do petróleo.

O mercado financeiro brasileiro encerrou esta terça-feira, 25 de agosto de 2026, com valorização da Bolsa e queda do dólar.

O Ibovespa avançou 1,55%, aos 174.576,80 pontos, e completou o quinto pregão consecutivo de ganhos. Já o dólar à vista terminou próximo de R$ 5,14, com queda de aproximadamente 0,25%.

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O cenário externo ajudou, com bolsas americanas no positivo, queda dos rendimentos dos Treasuries e forte recuo do petróleo.

Fechamento do mercado em 25/08/2026

Indicador Fechamento Variação
Ibovespa 174.576,80 pontos +1,55%
Dólar à vista R$ 5,1404 -0,25%
IFIX 3.700,71 pontos +0,62%
Brent US$ 88,58 -3,89%
WTI US$ 82,36 -3,12%
Dow Jones 53.577,40 pontos +0,30%
Nasdaq 26.151,30 pontos +0,66%

Os números mostram um pregão de maior apetite por risco no Brasil, apesar da pressão negativa exercida pelo petróleo sobre Petrobras.

Vale e bancos puxam o Ibovespa

O avanço da Bolsa teve apoio importante de Vale (VALE3) e das ações do setor financeiro.

VALE3 terminou o pregão com alta próxima de 2%, enquanto Banco do Brasil, Bradesco e Itaú também avançaram. O movimento dos bancos teve peso relevante pela participação dessas empresas na composição do Ibovespa.

Entre as ações que mais subiram no índice, o varejo apareceu com força.

Magazine Luiza ficou entre os principais destaques, acompanhada por Assaí, Cury e RD Saúde. A queda dos juros futuros favoreceu empresas mais sensíveis ao custo do crédito.

Ativo Empresa Variação aproximada
MGLU3 Magazine Luiza +8,89%
ASAI3 Assaí +8,18%
CURY3 Cury +7,49%
RADL3 RD Saúde +6,93%
BBAS3 Banco do Brasil +5%
BBDC4 Bradesco +3,13%
VALE3 Vale +2%

O desempenho positivo ocorre, porém, em um ambiente doméstico que ainda inspira cautela. Nesta terça-feira, o Analistas mostrou que a confiança do consumidor caiu ao menor nível desde 2022.

Petrobras cai com petróleo

A Petrobras ficou entre os pesos negativos do Ibovespa.

As ações preferenciais PETR4 fecharam em queda de 1,80%, a R$ 41,35, acompanhando a queda do petróleo no exterior.

O Brent para outubro caiu 3,89%, para US$ 88,58 por barril, enquanto o WTI recuou 3,12%, a US$ 82,36.

Investidores reagiram às expectativas de continuidade de esforços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã, mesmo após Washington anunciar novas sanções contra Teerã.

A queda do petróleo também ajudou a reduzir parte da preocupação internacional com inflação.

Braskem despenca mais 13%

Na ponta negativa, Braskem (BRKM5) desabou 13,11%, ampliando as perdas após o pedido de recuperação extrajudicial.

O Analistas mostrou que a Braskem pediu recuperação extrajudicial envolvendo US$ 10,9 bilhões em dívida e deixou o Ibovespa.

A exclusão dos índices da B3 também aumentou a pressão sobre os papéis.

Outra empresa acompanhada de perto foi a Usiminas. A Ternium negou nesta terça-feira que exista negociação em andamento para fechar o capital da Usiminas.

Dólar cai para R$ 5,14

O dólar também refletiu a melhora no humor dos mercados.

A moeda americana terminou a sessão em aproximadamente R$ 5,14, acumulando queda superior a 6% frente ao real em 2026.

O real foi beneficiado pelo enfraquecimento global do dólar e pelo maior apetite por ativos de risco.

A queda das taxas dos títulos públicos americanos também colaborou para o movimento.

Juros futuros recuam

Os contratos de juros futuros brasileiros fecharam em baixa ao longo da curva.

A redução das taxas externas e o tom mais favorável dos mercados ajudaram os DIs, juntamente com a forte queda do petróleo.

O movimento favoreceu especialmente ações de companhias que dependem mais de crédito, como varejistas e construtoras.

Mesmo assim, a taxa Selic brasileira permanece elevada. O Analistas já mostrou que o Copom reduziu a Selic para 14% ao ano, tema que continua central para a precificação dos ativos.

Wall Street fecha no positivo

Nos Estados Unidos, as principais bolsas também avançaram.

O Dow Jones subiu 0,30%, enquanto o Nasdaq ganhou 0,66%. O S&P 500 também terminou a sessão no campo positivo.

O recuo do petróleo e dos juros dos Treasuries deu suporte às ações.

Investidores aguardam agora novos números de inflação nos Estados Unidos e resultados da Nvidia, que podem voltar a mexer fortemente com o setor de tecnologia.

Dia também teve recorde de arrecadação

No ambiente doméstico, outro dado chamou atenção.

A Receita Federal informou que a arrecadação chegou a R$ 289,3 bilhões em julho, recorde para o mês.

O resultado foi detalhado pelo Analistas em Arrecadação federal bate recorde e chega a R$ 289,3 bilhões em julho.

Ao mesmo tempo, o governo enfrenta dificuldades em outras receitas. O Analistas também mostrou que o governo recebeu apenas R$ 10,4 bilhões em dividendos de estatais no primeiro semestre.

Notícias corporativas movimentaram o pregão

O dia também teve uma sequência de movimentações envolvendo grandes investidores institucionais.

A BlackRock passou a deter mais de 10% da Lojas Renner (LREN3).

O J.P. Morgan ultrapassou 5% no Fleury (FLRY3), enquanto o Bank of America passou de 5% na Gerdau (GGBR4).

A Desktop (DESK3) também aprovou dividendos com pagamento previsto para setembro.

O que acompanhar agora

Depois de cinco altas consecutivas, o Ibovespa voltou aos 174 mil pontos, mas agosto ainda permanece negativo.

O índice acumula cerca de 8,35% de valorização em 2026 e queda próxima de 1,9% no mês.

Os próximos indicadores de inflação serão fundamentais para definir se o movimento de queda dos juros futuros pode continuar.

No Brasil, o mercado acompanha principalmente o IPCA-15. Nos Estados Unidos, as atenções estarão sobre os dados de inflação e os próximos sinais do Federal Reserve.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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