Bolsa brasileira encerrou esta terça-feira, 25 de agosto de 2026, na quinta alta consecutiva. Vale e bancos puxaram o Ibovespa, enquanto Petrobras caiu acompanhando a forte baixa do petróleo.
O mercado financeiro brasileiro encerrou esta terça-feira, 25 de agosto de 2026, com valorização da Bolsa e queda do dólar.
O Ibovespa avançou 1,55%, aos 174.576,80 pontos, e completou o quinto pregão consecutivo de ganhos. Já o dólar à vista terminou próximo de R$ 5,14, com queda de aproximadamente 0,25%.
O cenário externo ajudou, com bolsas americanas no positivo, queda dos rendimentos dos Treasuries e forte recuo do petróleo.
Fechamento do mercado em 25/08/2026
| Indicador | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 174.576,80 pontos | +1,55% |
| Dólar à vista | R$ 5,1404 | -0,25% |
| IFIX | 3.700,71 pontos | +0,62% |
| Brent | US$ 88,58 | -3,89% |
| WTI | US$ 82,36 | -3,12% |
| Dow Jones | 53.577,40 pontos | +0,30% |
| Nasdaq | 26.151,30 pontos | +0,66% |
Os números mostram um pregão de maior apetite por risco no Brasil, apesar da pressão negativa exercida pelo petróleo sobre Petrobras.
Vale e bancos puxam o Ibovespa
O avanço da Bolsa teve apoio importante de Vale (VALE3) e das ações do setor financeiro.
VALE3 terminou o pregão com alta próxima de 2%, enquanto Banco do Brasil, Bradesco e Itaú também avançaram. O movimento dos bancos teve peso relevante pela participação dessas empresas na composição do Ibovespa.
Entre as ações que mais subiram no índice, o varejo apareceu com força.
Magazine Luiza ficou entre os principais destaques, acompanhada por Assaí, Cury e RD Saúde. A queda dos juros futuros favoreceu empresas mais sensíveis ao custo do crédito.
| Ativo | Empresa | Variação aproximada |
|---|---|---|
| MGLU3 | Magazine Luiza | +8,89% |
| ASAI3 | Assaí | +8,18% |
| CURY3 | Cury | +7,49% |
| RADL3 | RD Saúde | +6,93% |
| BBAS3 | Banco do Brasil | +5% |
| BBDC4 | Bradesco | +3,13% |
| VALE3 | Vale | +2% |
O desempenho positivo ocorre, porém, em um ambiente doméstico que ainda inspira cautela. Nesta terça-feira, o Analistas mostrou que a confiança do consumidor caiu ao menor nível desde 2022.
Petrobras cai com petróleo
A Petrobras ficou entre os pesos negativos do Ibovespa.
As ações preferenciais PETR4 fecharam em queda de 1,80%, a R$ 41,35, acompanhando a queda do petróleo no exterior.
O Brent para outubro caiu 3,89%, para US$ 88,58 por barril, enquanto o WTI recuou 3,12%, a US$ 82,36.
Investidores reagiram às expectativas de continuidade de esforços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã, mesmo após Washington anunciar novas sanções contra Teerã.
A queda do petróleo também ajudou a reduzir parte da preocupação internacional com inflação.
Braskem despenca mais 13%
Na ponta negativa, Braskem (BRKM5) desabou 13,11%, ampliando as perdas após o pedido de recuperação extrajudicial.
O Analistas mostrou que a Braskem pediu recuperação extrajudicial envolvendo US$ 10,9 bilhões em dívida e deixou o Ibovespa.
A exclusão dos índices da B3 também aumentou a pressão sobre os papéis.
Outra empresa acompanhada de perto foi a Usiminas. A Ternium negou nesta terça-feira que exista negociação em andamento para fechar o capital da Usiminas.
Dólar cai para R$ 5,14
O dólar também refletiu a melhora no humor dos mercados.
A moeda americana terminou a sessão em aproximadamente R$ 5,14, acumulando queda superior a 6% frente ao real em 2026.
O real foi beneficiado pelo enfraquecimento global do dólar e pelo maior apetite por ativos de risco.
A queda das taxas dos títulos públicos americanos também colaborou para o movimento.
Juros futuros recuam
Os contratos de juros futuros brasileiros fecharam em baixa ao longo da curva.
A redução das taxas externas e o tom mais favorável dos mercados ajudaram os DIs, juntamente com a forte queda do petróleo.
O movimento favoreceu especialmente ações de companhias que dependem mais de crédito, como varejistas e construtoras.
Mesmo assim, a taxa Selic brasileira permanece elevada. O Analistas já mostrou que o Copom reduziu a Selic para 14% ao ano, tema que continua central para a precificação dos ativos.
Wall Street fecha no positivo
Nos Estados Unidos, as principais bolsas também avançaram.
O Dow Jones subiu 0,30%, enquanto o Nasdaq ganhou 0,66%. O S&P 500 também terminou a sessão no campo positivo.
O recuo do petróleo e dos juros dos Treasuries deu suporte às ações.
Investidores aguardam agora novos números de inflação nos Estados Unidos e resultados da Nvidia, que podem voltar a mexer fortemente com o setor de tecnologia.
Dia também teve recorde de arrecadação
No ambiente doméstico, outro dado chamou atenção.
A Receita Federal informou que a arrecadação chegou a R$ 289,3 bilhões em julho, recorde para o mês.
O resultado foi detalhado pelo Analistas em Arrecadação federal bate recorde e chega a R$ 289,3 bilhões em julho.
Ao mesmo tempo, o governo enfrenta dificuldades em outras receitas. O Analistas também mostrou que o governo recebeu apenas R$ 10,4 bilhões em dividendos de estatais no primeiro semestre.
Notícias corporativas movimentaram o pregão
O dia também teve uma sequência de movimentações envolvendo grandes investidores institucionais.
A BlackRock passou a deter mais de 10% da Lojas Renner (LREN3).
O J.P. Morgan ultrapassou 5% no Fleury (FLRY3), enquanto o Bank of America passou de 5% na Gerdau (GGBR4).
A Desktop (DESK3) também aprovou dividendos com pagamento previsto para setembro.
O que acompanhar agora
Depois de cinco altas consecutivas, o Ibovespa voltou aos 174 mil pontos, mas agosto ainda permanece negativo.
O índice acumula cerca de 8,35% de valorização em 2026 e queda próxima de 1,9% no mês.
Os próximos indicadores de inflação serão fundamentais para definir se o movimento de queda dos juros futuros pode continuar.
No Brasil, o mercado acompanha principalmente o IPCA-15. Nos Estados Unidos, as atenções estarão sobre os dados de inflação e os próximos sinais do Federal Reserve.