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Mercado Financeiro

Fechamento: Ibovespa cai com tarifaço no radar; dólar fica em R$ 5,07

Ibovespa cai 0,36% aos 176.010 pontos com tarifaço de 25% e pesquisa eleitoral no radar. Dólar fecha estável a R$ 5,0785 e já recua 7,48% em 2026.

MU
Por Fundador e Editor-chefe
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Bolsa vira as costas para Nova York e cai com tarifaço no radar

A Bolsa brasileira ignorou a alta de Nova York e fechou no vermelho nesta quarta-feira (15), pressionada pela ameaça tarifária dos EUA e pela pesquisa eleitoral. O dólar mal se mexeu: R$ 5,0785.

O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (15) em queda de 0,36%, aos 176.010,90 pontos, com giro financeiro de R$ 39,8 bilhões. O índice devolveu parte do fôlego da véspera, quando subiu e levou o dólar para R$ 5,13. Foi um dia de descolamento do exterior: enquanto Wall Street subia com dados de inflação mais camaradas, a B3 andou para trás por conta de duas dores de cabeça bem brasileiras.

Segundo apuração do Estadão/Broadcast, a principal delas é a cautela com a provável oficialização de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. A segunda é política: a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta mostrou o presidente Lula bem posicionado nos cenários de primeiro e segundo turno, o que mexeu com os ativos locais em pleno dia de vencimento de opções sobre índice.

Por que a Bolsa caiu se Nova York subiu?

Lá fora o clima era outro. O S&P 500 avançou 0,38%, aos 7.572,42 pontos, o Dow Jones subiu 0,29% (52.658,52) e o Nasdaq ganhou 0,62% (26.269,23). O combustível foi a inflação ao produtor (PPI) americana mais fraca que o esperado, somada ao Livro Bege do Federal Reserve.

De acordo com as informações obtidas pelo Estadão/Broadcast, para a coordenadora de inteligência e alocação da Avenue, Juliana Benvenuto, o PPI reforça o alívio visto na véspera, quando a inflação ao consumidor dos EUA veio mais fraca e derrubou o dólar, e reduz a pressão sobre o Fed para subir juros na reunião do fim de julho.

O Nasdaq foi carregado nas costas das big techs: Meta subiu 3,07%, Apple avançou 4,01% e Amazon ganhou 3,02%. Na ponta oposta, as ações de fabricantes de chips e de hardware para inteligência artificial foram as mais castigadas.

Dólar quase parado, mas em queda forte no ano

O dólar comercial fechou a R$ 5,0785 na venda, variação de apenas +0,01%. O detalhe está no acumulado:

  • Queda de 0,59% na semana
  • Queda de 1,64% em julho
  • Queda de 7,48% em 2026

Com isso, o real é a segunda moeda relevante de melhor desempenho no ano, atrás apenas do peso colombiano. Acompanhe a cotação do dólar hoje em tempo real.

Nos juros futuros, a curva chegou a ganhar inclinação com a aprovação da PEC dos agentes de saúde no Senado e com a Quaest, mas perdeu fôlego no fim da tarde. O DI para janeiro de 2027 oscilou a 13,89%, ante 13,90% no ajuste anterior, num momento em que o Focus já aponta inflação menor e abre espaço para corte da Selic. A Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, com atividade mais fraca que o previsto, também influenciou esse trecho da curva.

Quem subiu e quem caiu na B3

Entre as blue chips, o dia foi majoritariamente negativo:

A Vale segurou o índice no mesmo dia em que elegeu Wilfred Bruijn como presidente interino do conselho. Já o destaque negativo absoluto ficou por conta de Ânima (ANIM3), que desabou após anunciar a compra da FMU.

Nas commodities, o ouro recuou 0,44%, a US$ 4.051,8 a onça-troy. O petróleo subiu mais de 1% pela manhã, com o Brent perto de US$ 85,86, depois que o presidente Donald Trump restabeleceu o bloqueio naval a portos iranianos e Teerã atacou infraestrutura americana na região. A escalada vem logo depois de Trump recuar da taxa em Ormuz, movimento que levou a Petrobras acima de R$ 40.

O que fica no radar

O mercado agora olha para a oficialização (ou não) do tarifaço de 25%, que tende a definir o humor da Bolsa nos próximos pregões, e para a reunião do Fed no fim de julho, onde o PPI mais fraco jogou a favor de quem aposta em juros parados nos EUA. No Brasil, a temporada de balanços do segundo trimestre começa a esquentar, com a WEG divulgando resultados em 22 de julho.

No bolso do leitor, vale lembrar que outro assunto quente desta quarta é o cashback do IR que começou a cair na conta de 4 milhões de brasileiros.

MU
Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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